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Nascimentos de tubarões-lixa são registrados nos museus da Fundação Projeto Tamar em Praia do Forte e Aracaju

06/05/2026 - Registros fazem parte do acompanhamento da espécie e em breve serão analisados em estudo genético ↓

O tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum) recebe esse nome devido à textura áspera da pele, semelhante a uma lixa. Ocorre ao longo de toda a costa brasileira e é amplamente distribuído no Oceano Atlântico tropical e subtropical, habitando fundos de areia e áreas próximas a recifes, rochas e corais, em águas mornas. Apresenta hábitos predominantemente noturnos e alimenta-se de moluscos, crustáceos e peixes de fundo, desempenhando papel importante no equilíbrio desses ambientes. Apesar dessa ampla distribuição, a espécie é classificada como vulnerável à extinção, segundo os critérios do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (ICMBio/MMA) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), devido a ameaças como a pesca e a degradação dos habitats.

Nos museus da Fundação Projeto Tamar, localizados na Praia do Forte/BA e em Aracaju/SE, visitantes podem conhecer os tubarões-lixa. Os primeiros indivíduos foram encaminhados aos museus por pescadores locais após interações com a pesca. Esse cenário reflete o trabalho da Fundação Projeto Tamar junto às comunidades costeiras, iniciado com a conservação das tartarugas marinhas e ampliado para outras espécies.

Os tubarões-lixa passaram então a integrar as ações de sensibilização ambiental da Fundação Projeto Tamar, cumprindo importante papel na sensibilização do público em geral, que ao  conhecer os animais e ter acesso às informações compartilhadas pela equipe, se encantam, despertam o interesse e ampliam o conhecimento sobre sua importância e necessidade de proteção.

A equipe de manejo dos museus acompanha diariamente os tubarões-lixa, com foco no bem-estar dos animais. O trabalho inclui monitoramento da qualidade da água, alimentação e avaliação da saúde e do comportamento, além de exames de sangue e ultrassom. Esses cuidados contribuem para a manutenção da saúde dos indivíduos e para o entendimento de seus processos biológicos.

Como resultado desse trabalho, o primeiro nascimento de tubarão-lixa nas piscinas da Fundação Projeto Tamar foi registrado em 2013, no museu da Praia do Forte, um marco inédito na América Latina. Nos anos seguintes, ocorreram novos nascimentos, indicando o sucesso reprodutivo da espécie sob condições adequadas de manejo e bem-estar. Em 2023, esse histórico foi ampliado com o primeiro nascimento no museu de Aracaju, sendo possivelmente o primeiro filhote descendente de indivíduos nascidos na própria Fundação Projeto Tamar. Esses eventos são raros em nível mundial, já que há poucos relatos de reprodução completa da espécie em ambientes de cuidados humanos.

Com a comprovação desses registros, surgiu a necessidade de compreender melhor sobre as relações de parentesco entre o grupo de tubarões-lixa mantido nos dois museus da Fundação. Em dezembro, foi realizada a coleta de sangue de todos os tubarões-lixa de Aracaju e da Praia do Forte para análises genéticas (DNA). As amostras serão analisadas por  pesquisadores, e como resultado teremos a “árvore genealógica” dos indivíduos. Essas informações contribuem para o aprimoramento do manejo nos museus, além de ampliar o conhecimento sobre a espécie e apoiar estratégias de conservação em ambientes naturais.

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